"Não darei veneno a ninguém, mesmo que mo peça, nem lhe sugerirei essa possibilidade."
(Juramento de Hipócrates)


“Viver é um direito não uma obrigação”
(Ramón Sampedro)

07/03/09

Conclusões individuais - André

Durante a elaboração deste trabalho, as dúvidas que tinha quanto a ser a favor ou contra a prática da eutanásia, converteram-se em certezas. Decididamente Não!
Considerando - o direito à vida – ser o primeiro direito do homem na sua realidade profunda, desde o nascimento até à morte e cujo desenvolvimento e identidade há que respeitar, então a aceleração da morte de um doente incurável ou terminal não pode ser desejável, através da eutanásia, seja ela activa ou passiva, voluntária ou involuntária, contribuindo para a eliminação de seres humanos, quer se trate de adultos com mente sã e portadores de doença incurável, crianças ou doentes mentais. Torna-se evidente a desumanização e anti-socialização pela eutanásia, porque ataca o próprio fundamento da comunidade que é a vida dos seus membros.Existem alternativas, que não a morte assistida, a pacientes com doenças terminais: Os cuidados paliativos, o tratamento da dor e do sofrimento humano são algumas alternativas. Os cuidados paliativos afirmam a vida e aceitam a morte como um processo natural, pelo que não pretendem provocá-la, através da eutanásia, ou atrasá-la, através de uma obstinação terapêutica desadequada. Ao invés, visam melhorar a qualidade de vida dos enfermos, através do alívio e da prevenção da dor e do sofrimento. Para isso contam com tratamentos rigorosos dos problemas, não só físicos, mas psicossociais e espirituais.
Para além disso, em termos de crenças religiosas, optar pela eutanásia seria renunciar à vida que Deus nos deu e que só Ele poderá tirar. Outro dos argumentos que considero relevante, para me opor à eutanásia é o Juramento de Hipócrates que impede os médicos, de em qualquer circunstância, consentir e apoiar a morte de um enfermo. Ainda, a legalização da eutanásia, poderá levar familiares e especialmente herdeiros, com interesses económicos, a recomendar a eutanásia de forma abusiva. Mais, a imprevisibilidade de prever o tempo de vida restante e a possibilidade de erro de diagnóstico poderão levar a mortes precoces e em vão. Por outro lado os progressos na área da medicina poderão tornar curáveis doenças agora incuráveis. Entendo ainda que adiantar a morte de alguém poderá ter outros interesses comerciais, tais como o tráfico de órgãos, pelo que me oponho à sua prática.

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